Transcrição do Vídeo:
Olá pessoal, eu sou a Thaís Bonatelli e nossa conversa hoje será sobre como acoplar o paciente na ventilação mecânica. A ventilação mecânica invasiva é o princípio fundamental da reanimação cardiopulmonar tanto da terapia intensiva como da anestesiologia.

Ela surgiu, como tudo na medicina, da necessidade de manter a vida. Depois de obtida a via aérea invasiva do paciente, devemos o mais breve possível adaptá-lo ao respirador. Inicialmente a FIO2 deverá ser ajustada para que se obtenha uma saturação de oxigênio entre 93% e 97%, após isso, temos como objetivo ajustar o volume corrente.

Atualmente, mesmo para os pacientes que não se enquadram em SARA, tem-se priorizado colocar volumes correntes em torno de 6ml/kg. Lembrando que esses 6 ml são por quilo de peso predito. Após calcular o volume corrente, de acordo com peso predito do paciente, ajusta-se o modo de ventilação em assisto-controlado, que pode ser ciclado ao volume e ciclado a tempo, limitado à pressão (PVC), e que deve ser reavaliado nas primeiras horas, de acordo com a resposta do paciente à adaptação na ventilação.

A seguir, deve-se manter a frequência respiratória, que inicialmente deve ficar entre 12 e 16 incursões por minuto, a frequência pode ficar abaixo disso, se estivermos diante de casos obstrutivos ou acima disso se estivermos diante de casos restritivos.

Então nós precisamos definir o tipo de disparo do ventilador, sendo que os mais comumente utilizados são os disparos a tempo, que é controlado pelo respirador, mas nós também podemos utilizar os disparos pneumáticos, que são a pressão e o fluxo e que normalmente são controlados pelo paciente. Há ainda a possibilidade do ventilador ser disparado por estímulo neural que é um modo novo.

A sensibilidade do ventilador deve ser ajustada para o valor mais sensível para que a gente evite alto disparo. Inicialmente, nós podemos configurar a PEEP entre 3 cmh2o à 5 cmh2o, com exceção de quando estivermos diante de casos como SARA, quando o valor da PEEP deve ser ajustada para cada caso. Isso nós abordamos no nosso curso de ventilação mecânica. Clique aqui e confira.

É recomendada a utilização de aquecedores e de umidificadores passivos nos pacientes em ventilação mecânica mas quando a gente está diante de um paciente que tem bastante secreção e essa secreção é espessa nós devemos fazer a umidificação e o aquecimento ativo, se for disponível uma edificação ótima para que a gente evite a oclusão do tubo orotraqueal.

Os alarmes devem ser regulados de maneira individualizada utilizando os critérios de especificidade e de sensibilidade adequados para cada caso de cada paciente. Cabe a gente lembrar que o backup de apneia e seus parâmetros específicos, quando estão disponíveis no equipamento, também devem ser ajustados.

Depois de estabelecermos os parâmetros iniciais nós devemos observar as curvas de volume, pressão e fluxo e verificar os valores que obtivemos para entender se nós vamos precisar ajustar posteriormente esses parâmetros. É importante que cerca de meia hora a 40 minutos depois seja coletada uma gasometria para assim manter os parâmetros dentro do esperado.

A oximetria de pulso tem uma contribuição importante para monitorização desses pacientes, por isso deve ser contínua. Se depois da primeira gasometria os parâmetros não estiverem adequados com o esperado, a gente deve reajustar todos os parâmetros da ventilação para que a gente obtenha melhores resultados.

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Até a próxima.